| O Estranho Halff |
Valldison Compositor
Uma pedra no caminho de Halff, ele a chuta. Como se ela não representasse nada em sua vida.
Porém, na noite anterior ele a amou, como se não houvesse o amanhã. Que é hoje! E nesse momento, como a um descarte na rodada de pôquer; ele se desfaz dela! Para não dar tanto na cara o seu vicio.
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| 3/9/2010 |
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| Insegurança |
Wagner Simoes
O seguro morreu de velho,
E o velho de insegurança.
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| 31/8/2010 |
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| Caroline |
Juliana Kusiak
Engravidei aos dezenove anos, fiquei viúva no quarto mês de gestação e fui morar com meus pais. Uma gravidez linda que me trouxe uma joia preciosa que decidi chamar de Caroline, e me fez descobrir a alegria e a felicidade novamente.
Mas as dificuldades vieram e eu tive que trabalhar. Para não sofrer deixando ela na creche, paguei minha mãe para cuidar dela.
Sete anos mais tarde, um comercial de uma agência de modelos infantis passou na televisão, minha mãe viu a oportunidade de ganhar dinheiro fácil. Então, sem eu saber, ela levou a Caroline até a agência, onde ela foi a primeira colocada. Mesmo sendo contra, fiquei feliz com a notícia, afinal, não deveria ser tão ruim assim.
O dono da agência pediu à minha mãe que preparasse roupas para Caroline tirar as fotos, e a levasse até uma cidade vizinha, onde ficava o estúdio, para fazer o book, e para não esquecer a data e a hora marcada. Minha mãe, com muita felicidade, me contou que o dinheiro era muito bom, e que eu não me preocupasse, pois ela iria com a minha joia aonde fosse preciso.
Na semana seguinte deixei-as na rodoviária e fui trabalhar, sem saber que aquela seria a última vez que eu veria as duas.
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| 30/8/2010 |
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| A batalha |
Valdeci Angelo Garcia
Ele estava desarmado. Era o fim! Não tinha como enfrentar a batalha que estava à sua frente. O desespero aumentava à medida que ele se sentia frágil, pouco mais do que um menino recém-nascido. "Não ligue", disse-lhe a noiva (e ele percebeu-lhe o desapontamento no olhar), "isso acontece com todo mundo".
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| 26/8/2010 |
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| O atentado |
Paulo Mota
O homem aproximou-se do carro do ministro da Justiça, no semáforo,apontou o revólver e disparou por três vezes. A autoridade não se feriu, mas o motorista, atingido uma vez na cabeça, morreu instantâneamente.A polícia não sabe explicar a razão do atentado. O ministro, perto de aposentar-se, é um homem discreto, pacato, de vida pessoal e profissional inatacável, elogiado até mesmo pelos opositores do governo .O presidente da República discursou, repudiando publicamente o ato e dando graças por ele ter sido mal sucedido.
-O fracasso desse atentado só fortalece as instituições democráticas- disse.
Só o atirador, cuja mulher, há algum tempo, mantinha relação extraconjugal com o motorista , sabe que a ação teve completo êxito.
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| 20/8/2010 |
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| Psicopata |
Marcio Chacon
Silenciosamente eu entro na casa. Pego uma faca de cozinha. Subo as escadas e encontro um homem dormindo num dos quartos. Meu coração pulsa. Minhas mãos tremem. O esfaqueio inúmeras vezes e paro somente quando tenho certeza de que está morto. Saio da casa tão secretamente como havia entrado e então acordo ofegante... Pingando suor. Que sonho... Parecia tão real. Nunca tinha ficado tão excitado em toda a minha a vida. Excitação que se transforma em preocupação quando checo a hora no relógio. Preciso ir logo ao serviço para entregar minha antiga sala a Raul.
Chego na firma e ele já está me esperando na porta:
- Chateado por eu ter ganhado a promoção?
- Não... Quer saber de uma coisa?
- Que coisa?
- Sonhei com você...
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| 19/8/2010 |
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| Pintura macabra |
Felipe Campos Peres
Serviu-se da última taça do bom vinho e sozinho, pôs-se a chorar. Virou a taça em um só gole. A bebida desceu sorrateiramente. Engatilhou o revolver e atirou. Não foi a primeira vez que utilizou a arma, mas certamente foi a última. O espelho do banheiro ficou cheio de respingos de sangue.
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| 16/8/2010 |
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| O covarde assassinato de um caipira |
Felipe Campos Peres
Hermes, 27 anos, deixou o sítio e estava pela primeira vez em São Paulo. Fora buscar uma documentação de seus avós espanhóis, que chegaram na capital paulista no século passado. Iria ficar apenas um dia na metrópole. Desceu de ônibus na Barra Funda e tomou um metrô até a Paulista. Foi a pé até a avenida Brasil e no trajeto se impressionou com a quantidade de pessoas e carros e ruas asfaltadas. O metrô também era novidade, aliás, bem como as escadas rolantes. No consulado ficou na fila algumas horas. Quando juntou sua documentação, deu o fora dali. Estava ansioso em retornar para o campo. Sentia falta do cigarro de palha, da pinga e do pôr do Sol. A família o esperava, assim como as criações. Voltou a pé ao metrô. Estação Paraíso. Estava de frente para os trilhos e a estação estava cheia e era sexta-feira 13. Um empurra empurra do caralho dentro dali. O trem vinha emitindo ruídos fantasmagóricos quando Hermes sentiu que duas mãos empurraram suas costas. Ele foi para os trilhos e deixou para traz seu sítio, sua família, porcos e galinhas. Um empurrão covarde e o ingênuo caipira estava morto, estraçalhado. Não poderia mais degustar das simplicidades que alimentavam seu espírito.
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| 13/8/2010 |
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| Noite de São João |
Roberto Kusiak
Tito sempre foi brincalhão. Seu passatempo favorito era assustar as pessoas. Na noite de São João, durante a festa no pátio da escola, Tito esperou o momento certo para atuar. Quando todos se reuniram em frente ao palco para assistir uma peça teatral, Tito, saindo de trás das cortinas, pulou em cima do palco e soltou um urro. Ele ficou alguns segundos observando a reação das pessoas. O segundo urro foi mais convincente e gutural, fazendo co que todos saíssem correndo apavorados. Foi a última traquinagem que fez antes de ser atingido pelo fio de alta tensão que deixou sua máscara de monstro fundida em seu rosto. Seu velório foi com o caixão fechado.
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| 12/8/2010 |
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| Uma noite no bar das almas |
Felipe Campos Peres
Elias estava no balcão do bar com seu drink na mão e olhou ao seu redor e havia muitas pessoas tristes e bebendo sozinhas ali. Operários, pedreiros, motoristas de ônibus, vagabundos e duas prostitutas feias, cheias de batom e usando saias curtas com estampas extravagantes e saltos altos. O bar ficava na parte baixa da cidade, entre o mercado municipal e a rodoviária.
Elias não estava bem no escritório em que trabalhava e seu saco estava prestes a explodir. Seu Fusca 82 estava sem estepe e um dos pneus estava estourado. Não ligava para isso e guiava o carro assim mesmo.
O bar fedia a urina e fezes e ele foi ao banheiro. Olhou no que restara do espelho, seus olhos estavam mortos, sua feição não tinha vida. Seu rosto se fora para o espaço sideral. Sua vida agora era como um tapete de retalhos sujo e molhado e deixado de lado em alguma varanda. Puxou a cordinha da descarga e voltou para seu banco no balcão. Sua garganta e sua alma dependiam de mais um copo de pinga. E as pessoas naquele bar continuavam mortas e tristes. Um taxista mexicano poderia estar coçando o nariz mas Elias permanecia frio no balcão daquele bar.
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| 11/8/2010 |
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| A Exposição |
Chico Pascoal
Não foi à concorrida Exposição Corpos no parque do Ibirapuera. Amava aquele tipo de arte mas odiava fila, aglomerações. Além do mais era um dia chuvoso, e ele preferiu ficar em casa lendo um bom livro, degustando um vinho de boa cepa, curtindo sua coleção particular.
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| 27/7/2010 |
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| O Olheiro |
Chico Pascoal
Recém-chegado ao bairro, toda tarde no campinho de terra assistindo ao “rachão” da molecada. A quem perguntava dizia-se aposentado, viúvo e olheiro de um time grande da Capital. Mentiras que não se sustentariam por muito tempo. Logo vazou a notícia que assediava os garotos.
Ao invadirem sua casa os policiais descobriram farto material pornográfico e fotografias em que os meninos com quem mantivera relações sexuais a troco de promessas e alguma grana apareciam nus. Provas mais que suficientes para deixá-lo atrás das grades por uma pena que, pelo avançado da idade, ele dificilmente conseguiria cumprir.
No pavilhão 8 do presídio logo comprou um privilégio. Da janela voltada diretamente para a o pátio da Unidade do Bem-Estar do Menor podia assistir o banho de sol diário dos menores infratores. Incurável, o velho continuava alimentando o insaciável mioma da luxúria que trazia em si. Era o que o mantinha vivo.
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| 26/7/2010 |
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| O Troco |
Valldison Compositor
Ele pagou seus doces com uma nota cem reais. Recebeu seis balas de troco!
Amanheceu com a boca cheia de formigas, e sem usufruir da sua mercadoria...
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| 24/7/2010 |
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| IML |
Chico Pascoal
De madrugada vieram buscá-lo. Queriam que reconhecesse o corpo do pai que não o reconheceu como filho.
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| 23/7/2010 |
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| O Afiador de Facas de Conzinha |
Valldison Compositor
Ele passou a manhã inteira amolando uma faca de cozinha. Passava hora na pedra, hora na lima. Jogava um pouco de água para melhor afiar a lamina. A vítima da vez já estava lá, amarrada pelos pés. Jogada num canto, de olhos arregalados observando todos os movimentos. Do afiador de facas de conzinha.
Quando deu por satisfeito, ele arrastou sua vítima. Que assustada tentou reagir, gritando e esperneando, entretanto devido a sua fragilidade não fez frente à força do afiador, que passou a faca afiadíssima no pescoço dela que já estava marcada para morrer! O sangue esguichou longe. Ela viu aquela morte lenta, dolorida e silenciosa.
Mas assim como o afiador de facas não se fez de rogada. Jogou o corpo da coitada, dentro de uma caldeira de água fervente, depenou, limpou as vísceras. Picou em vários pedaços e fez aquela galinha. E serviu a todos no almoço de domingo!
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| 19/7/2010 |
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| Uma certa guerra |
Plinio Gomes
Um gosto diferente na boca. Pele escurecida pela fuligem. Aquele fogo, o incêndio interno, a força grotesca que nos leva ao estado primitivo. Chegou a mim como algo simples, mas que crescia à medida que o tempo ia passando. Quando cheguei ao trabalho era tudo um caos e o filho da puta de meu chefe já aos berros. Meu estômago doía e eu precisava me libertar de tudo. O escritório da obra ficava em meio há pilhas de madeira. Não seria difícil atear fogo de forma que queimasse rápido. O dia estava seco, o sol a pino. O maldito chefe nunca saía para almoçar, preferia comer aqueles sanduíches gordurosos, sentado a frente do computador. Vários pontos de fogo ao redor do escritório improvisado e então estava feita minha fogueira, eu começava a queimar meu carrasco. Quanto mais as chamas se alastravam, mais sentia prazer, mais algo extraordinário acontecia dentro de mim. Ele não tinha como sair, eu ouvia seus berros e esses soavam como música para meus ouvidos. As pessoas começaram a correr para tentar ajudar, mas eu só olhava. Muita fumaça e cinzas da madeira queimando. O gosto que eu sentia na boca é indescritível. Paz. É isso que sinto agora que tudo se acabou e só restam brasas.
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| 18/7/2010 |
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| Sobre o estupro da afilhada de 12 anos |
Guilherme Sakuma
Após tomar três garrafas de cerveja, meia de 51, fumar dois baseados, cheirar cola de madeira e acetona, Aristides, 34 anos, gerente de papelaria de shopping, casado, dois filhos, disse ter ouvido vozes que o mandaram fazer o que fez.
Guilherme Sakuma – 14/07/2010
Visitem, não paga: http://totolunatico.blogspot.com
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| 14/7/2010 |
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| Fala Xibungo! |
Roberto Kusiak
Vida de polícia não é fácil, principalmente quando erra. Não bastasse outra noite o Daniel, durante uma verificação de arrombamento em uma loja, quase atirar na sua própria imagem refletida na vitrine, jurando ser um ladrão dentro da loja, outro dia aconteceu mais um fato pitoresco, uma tragicomédia, menos para o surdo e mudo que só queria tomar sol.
Era uma tarde ensolarada, tranquila, brisa morna, preguiçosa, nem mosca tinha voando. Até que um idiota, desses que só bota a cara para fora de casa duas vezes ao ano, avisa que havia um indivíduo suspeito nas imediações de sua residência.
Pronto, lá vai viatura a mil. A guarnição sedenta de adrenalina, doida para dar uns tabefes em vagabundinho, levar preso, dar flagrante. Se for foragido então está feita a festa. Quem dera. Avistaram o suspeito.
- Mão na cabeça. Não te mexe. Não respira. Não te coça...
A pistola já fazia calo na nuca do coitado.
- Avisa lá que achamos o vago. Como é teu nome? Aonde mora? Tem passagem? Fala chinelo ou tá querendo levar bifa? Tá surdo o xibungo? Não quer abrir o jogo? Tá tirando com a minha cara é? Tá preso mano. A casa caiu. Ô Claudio! Leva este marrento e dá um corretivo....
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| 26/6/2010 |
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| Primeira Vez |
William Schmahl
- Não sei se a gente devia fazer isso, cara.
- Por que não? Só tem nós dois aqui, ninguém nunca vai ficar sabendo. – disse o outro – A não ser que você conte. Você vai contar?
- Eu não, tá maluco? Se alguém sabe dessa porra a gente tá fudido viado.
- Então, é moleza! Só fazer como te falei. Relaxa aí e deixa que eu faço o resto.
O nervosismo dos dois não permitiu que a ação ultrapassasse mais do que cinco minutos.
- Que foi? Tá com essa cara por quê? Tá arrependidinho porra?
- Né isso não cara, sei lá. Tô me sentindo estranho.
- Primeira vez é assim mesmo.
- Tô ligado.
- Se liga só, da próxima vez você entra pra roubar e eu fico de vigia já é?
- Já é!
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| 16/6/2010 |
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| Abolitio criminis - Abolição do crime |
Roberyk
O bofete fez seu corpo cair ao lado da cama. Olhou-me com furor nos olhos.
- Seu cachorro!
Desferi-lhe outro golpe. Sua face estava completamente rubra. Peguei-a pelos braços e algemei-a, com as mãos para trás. Outro tabefe.
- Cretino!
No golpe final, ela caiu. Suas pernas tremeram. Seu corpo contorceu-se em convulsão. Soltou um grito e revirou os olhos.
Fiquei parado em frente ao corpo nu. Meus olhos brilhavam, saciados.
No próximo encontro usarei velas. Sim, pingos de cera quente. Aposto que ela terá um orgasmo maior que este.
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| 15/5/2010 |
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